Você conseguiu. Saiu do Brasil, se organizou, construiu uma vida em outro país. E não pode reclamar, porque foi você que escolheu, e todo mundo diz que você está bem.
Só que tem dias em que dá um vazio que não tem nome. E parece que não há com quem falar sobre isso.
Atendo em português, por videochamada, brasileiros morando fora do Brasil.
Isso tem nome: luto migratório
Mudar de país é uma perda, mesmo quando é uma conquista. Você deixou para trás a rua que conhecia de cor, as pessoas que entendiam suas piadas, a comida que consolava, a versão de você que existia lá.
Luto migratório é justamente isso: luto por algo que você escolheu perder. É o que mais confunde. Como a escolha foi sua, você sente que não tem direito de sofrer. E aí esconde.
O que costuma aparecer
- Solidão, mesmo com pessoas em volta e uma rotina cheia
- Cansaço de viver num idioma que não é o seu, e a sensação de ser uma versão mais limitada de você mesma em outra língua
- Culpa: por estar longe dos pais que envelhecem, por perder aniversários e enterros, por estar bem enquanto alguém lá não está
- Não pertencer a lugar nenhum, nem mais de lá, nem daqui
- Pressão para justificar a decisão, então você conta só as partes boas nas ligações
- Ansiedade com documentação, visto, emprego, futuro incerto
- Inverno longo e escuro mexendo com o humor, para quem foi para o norte
- Relação sob tensão: casais que se mudaram juntos e passaram a ser o único apoio um do outro
- Mudanças na relação com a comida e com o corpo depois da mudança, em outro ambiente alimentar e outra rotina
- Estranhamento ao visitar o Brasil, e descobrir que lá também mudou
Por que fazer terapia em português importa
Você pode ser fluente e ainda assim não conseguir fazer terapia em outra língua. Não é sobre vocabulário. É que a emoção mora na língua em que você foi criada.
Palavras como saudade, jeitinho, dar um jeito, ficar, aquele aperto não têm tradução que carregue o mesmo peso. Explicar sua avó, sua igreja, seu bairro, a dinâmica da sua família para alguém que nunca viveu no Brasil consome metade da sessão. E ainda fica faltando.
Comigo você não precisa traduzir nem o idioma nem o contexto.
Como funciona
- Sessões de 50 minutos por videochamada, em português
- O último horário é às 19h de Brasília. Se você mora nos Estados Unidos ou no Canadá, isso cai no fim do seu expediente: 17h em Nova York e Toronto, 16h em Chicago, 15h em Denver. Para quem está na Europa, esse horário fica tarde, então converse comigo antes para vermos se dá para encaixar
- Horário reservado, com a frequência definida caso a caso
- Sigilo garantido pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo, que também regula o atendimento online
Sobre pagamento a partir do exterior, me pergunte. A gente resolve conforme o seu país.
Sobre a psicóloga
Sou Danielle Vainer, psicóloga clínica formada desde 2007, com atuação clínica desde 2010 e especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental, uma abordagem estruturada, com objetivos definidos e revisão periódica do que está funcionando.
Atendo brasileiros em diferentes países, além de pacientes em todo o Brasil. Saiba mais sobre mim.
Veja também as páginas sobre ansiedade, depressão e como funciona a terapia online.
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Você não precisa ter uma crise para justificar terapia. Sentir esse vazio há um tempo já basta.
Atendimento 100% online, em português, para brasileiros em qualquer país.