Talvez você esteja procurando para você. Talvez esteja procurando para seu pai, sua mãe ou um avô, e não saiba bem como puxar esse assunto.
Os dois casos cabem aqui.
Ofereço atendimento psicológico online para pessoas na terceira idade, com escuta atenta e sem pressa.
“Isso é da idade” quase sempre é uma explicação preguiçosa
Tristeza que não passa, parar de querer sair, perder o interesse por tudo, dormir mal, ficar irritado o tempo todo. Isso costuma ser tratado como parte natural de envelhecer, dentro e fora da família.
Não é. Envelhecer não é sinônimo de sofrer. Sintoma depressivo em pessoa idosa é sintoma, e tem tratamento, exatamente como em qualquer outra idade. A diferença é que nessa fase ele é confundido com temperamento, com cansaço ou com “coisa da cabeça”.
Quando alguém diz “é da idade”, em geral para de procurar ajuda. É por isso que essa frase custa caro.
O que costuma aparecer nessa fase
- Luto, e não apenas do cônjuge: irmãos, amigos de infância, vizinhos. Chega uma fase em que as despedidas se acumulam
- Aposentadoria e a perda do papel que organizava o dia, o convívio e o sentido de utilidade
- Solidão, mesmo com família por perto. Filhos com a vida cheia, casa que ficou grande, telefone que toca pouco
- Perda de autonomia: parar de dirigir, precisar de ajuda para o que sempre fez sozinho, sentir que virou peso
- Medo: de adoecer, de dar trabalho, de depender, da própria morte e da de quem se ama
- Corpo que muda e impõe limites que a cabeça ainda não aceitou
- Conflitos de família que ficaram sem resolver por décadas e voltam a doer
- Insônia e queixas físicas sem causa médica que se explique sozinha
Se você está procurando para seu pai ou sua mãe
É muito comum a família chegar primeiro. E costuma chegar com duas dificuldades.
A primeira é como falar do assunto. Muita gente dessa geração cresceu ouvindo que psicólogo é para “louco”, e recebe a sugestão como acusação. Costuma funcionar melhor apresentar como conversa e como cuidado, não como tratamento de doença. Falar do que você observa, sem diagnosticar: “você tem dormido mal e parado de sair, isso me preocupa”.
A segunda é a resistência. Se ele recusa, insistir raramente resolve. O que ajuda é tirar o peso da decisão: uma conversa só, sem compromisso de continuar, no horário dele, na casa dele.
Você pode me chamar para conversar antes de marcar qualquer coisa. Explico como funciona e ajudo a pensar na melhor forma de propor. Isso não tem custo e não compromete ninguém.
Se quem está no limite é você que cuida
Talvez você tenha aberto esta página procurando ajuda para ele. Vale considerar outra possibilidade: a pessoa que precisa de atendimento pode ser você.
Cuidar de um pai ou de uma mãe que envelhece é um dos trabalhos mais pesados que existem, e é dos menos reconhecidos. Costuma vir com:
- Culpa por sentir raiva. Você se irrita, perde a paciência, e depois se odeia por isso. Isso não faz de você uma pessoa ruim, faz de você uma pessoa exausta
- Luto antecipado: sentir falta de alguém que ainda está vivo, porque a pessoa que ele era já não está mais ali
- Sua vida encolhendo dentro do cuidado. Você cancela, adia, deixa de ir, e a sua rotina vira a rotina dele
- Conflito com irmãos sobre quem faz o quê, e a sensação de que a conta sempre sobra para você
- Vontade de fugir, seguida de vergonha por ter tido essa vontade
- Ninguém para reclamar, porque a resposta que você escuta é sempre “mas ele é seu pai” ou “aproveite enquanto ele está aqui”
- A própria saúde em último lugar: exame que você não marca, sono que não tem, consulta que você adia há meses
Você não precisa estar em colapso para procurar ajuda. Estar cansado há muito tempo já é motivo, e cuidar de você também é parte de conseguir cuidar dele.
E se ele não sabe usar videochamada?
Essa é a dúvida que mais aparece, e ela tem solução simples.
Na prática, quase sempre alguém da família deixa tudo pronto: o aparelho carregado, o link aberto, o fone se precisar. Depois disso a pessoa só conversa, que é o que ela sabe fazer a vida inteira.
O link é sempre o mesmo, então não muda de uma sessão para outra. E se a tecnologia atrapalhar no meio do caminho, a gente resolve, sem que isso vire mais um motivo de constrangimento.
O que o online resolve de verdade nessa faixa: acaba o deslocamento. Sem depender de alguém para levar e buscar, sem trânsito, sem escada, sem sala de espera. Para quem tem dificuldade de locomoção, isso costuma ser a diferença entre fazer terapia e desistir.
Abordagem terapêutica
Uso a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem com eficácia comprovada cientificamente também no atendimento a pessoas idosas.
O trabalho respeita o ritmo de cada um. Nada de sessão acelerada nem de meta que vire cobrança. Em geral envolve:
- Reconhecer e nomear o que está sendo sentido, sem pressa
- Retomar aos poucos atividades e vínculos que foram sendo abandonados
- Elaborar perdas, que nessa fase raramente vêm uma de cada vez
- Reconstruir sentido e papel depois da aposentadoria ou da mudança de rotina
- Lidar com a dependência crescente sem que ela vire vergonha
Em parte dos casos, a avaliação de um médico ou psiquiatra é indicada junto da terapia. Quando for o caso, converso abertamente sobre isso e posso indicar profissionais de confiança.
Sobre a psicóloga
Sou Danielle Vainer, psicóloga clínica formada desde 2007, com atuação clínica desde 2010 e especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental.
Ofereço um espaço acolhedor, ético e sem julgamentos. Saiba mais sobre mim.
Veja também as outras áreas de atuação, a página sobre depressão e como funciona a terapia online.
Agende uma conversa
Se você chegou até aqui procurando para alguém, o primeiro passo pode ser só uma conversa comigo, antes de propor qualquer coisa a ele.
Se você chegou procurando para si: não é tarde, e não é frescura.
E se você é quem cuida: marcar essa conversa para você mesmo não é abandonar ninguém.
Atendimento 100% online, para todo o Brasil. Consultório de origem na Barra da Tijuca - RJ.