Você entrega um trabalho bom e conclui que foi sorte. Pede desculpa antes de dar uma opinião. Sai de uma conversa refazendo mentalmente tudo o que disse. Recebe um elogio e imediatamente pensa que a pessoa está sendo gentil.
Por fora pode estar tudo funcionando. Por dentro existe uma voz que não desliga, e ela é sempre a mesma.
Ofereço atendimento psicológico online para autoestima, para pessoas em qualquer lugar do Brasil.
Autoestima não é se achar incrível
Essa confusão atrapalha muita gente a procurar ajuda. Autoestima não é andar por aí convencido do próprio valor, nem repetir frase de efeito no espelho.
É algo mais simples e mais difícil: parar de precisar de prova. Poder errar sem que aquilo vire um veredito sobre quem você é. Ocupar espaço sem sentir que está incomodando.
Quem tem autoestima baixa não se acha horrível o tempo todo. Em geral se acha insuficiente, e isso é mais silencioso e mais difícil de nomear.
Como isso aparece no dia a dia
- Você revisa a mesma mensagem cinco vezes antes de enviar
- Aceita tarefa que não caberia na sua semana, porque dizer não parece ingratidão
- Sente que precisa justificar cada pedido, cada limite, cada ausência
- Evita se candidatar, se oferecer, se expor, porque prefere não tentar a falhar na frente de alguém
- Atribui o que dá certo à sorte, e o que dá errado a um defeito seu
- Fica dias remoendo uma crítica e esquece dez elogios em uma tarde
- Se compara com quem está adiante e nunca com quem está atrás
- Em relacionamento, aceita menos do que gostaria por medo de ficar sozinho
Nada disso é falta de esforço. Costuma ser o contrário: são pessoas que se esforçam muito, e mesmo assim não conseguem se dar crédito.
A comparação que as redes tornaram permanente
Comparar-se é humano e antigo. O que mudou é a escala.
Antes você se comparava com o vizinho e com os colegas de trabalho. Hoje se compara, todos os dias, com a versão editada de centenas de pessoas: a viagem, a promoção, o corpo, a casa, o casamento que aparenta ser fácil.
Ninguém publica o dia comum. Você compara a sua vida inteira, com as partes chatas incluídas, com o recorte melhor de todo mundo. A conta nunca fecha a seu favor, e a conclusão vem pronta: falta algo em mim.
Isso tem tratamento, e não passa por deletar aplicativo. Passa por mexer no mecanismo que transforma comparação em sentença.
Quando a autocrítica virou regra da casa
Muita gente aprendeu cedo que erro tem preço, que elogio é mole e que exigência é sinônimo de cuidado. Cresceu ouvindo que podia ter sido melhor.
Essa voz é aprendida, e por isso pode ser trabalhada. Não se trata de silenciá-la à força, mas de deixar de tratá-la como verdade só porque ela é familiar e fala alto.
E quando a autoestima passa pelo corpo
Para muitas pessoas o ponto mais dolorido é o corpo: evitar espelho, foto e prova de roupa, ter o humor do dia definido pela balança.
Isso também é trabalho de autoestima, mas quando aparece junto com restrição, compulsão ou culpa depois de comer, o tratamento precisa cuidar dos dois lados ao mesmo tempo. Nesse caso, o lugar certo é a página sobre transtornos alimentares e compulsão, onde esse ciclo está explicado em detalhe.
Se você não sabe em qual dos dois se encaixa, não precisa decidir sozinho. A primeira conversa serve para isso.
Abordagem terapêutica
Uso a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem com eficácia comprovada cientificamente. Na prática, o trabalho envolve:
- Identificar os pensamentos automáticos que sustentam a autocrítica
- Testar essas conclusões contra o que de fato aconteceu, em vez de aceitá-las
- Reconhecer a própria contribuição no que dá certo, que é o que costuma ser apagado
- Treinar dizer não, pedir e ocupar espaço, começando pelo que é possível hoje
- Reduzir a comparação como hábito, não como força de vontade
O processo respeita o seu tempo. Autoestima não muda por decisão, muda por experiência repetida.
Atendimento psicológico online
As sessões acontecem por videochamada, com sigilo garantido pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo.
Atendo pessoas de qualquer cidade do Brasil e brasileiros morando no exterior.
Sobre a psicóloga
Sou Danielle Vainer, psicóloga clínica formada desde 2007, com atuação clínica desde 2010 e especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental.
Ofereço um espaço acolhedor, ético e sem julgamentos. Saiba mais sobre mim.
Veja também as outras áreas de atuação, a página sobre ansiedade, que costuma caminhar junto, e como funciona a terapia online.
Agende seu atendimento
Você não precisa chegar ao limite para merecer ajuda. Achar que o seu problema é pequeno demais para terapia é, muitas vezes, mais um sintoma dele.
Atendimento 100% online, para todo o Brasil. Consultório de origem na Barra da Tijuca - RJ.